VOLUNTARIADO NA UNIVERSIDADE – AÇÕES QUE MUDAM VIDAS

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Jessica Beker, Josimar Souza, Matheus Bueno

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), no Paraná se encontram lotadas cerca de 200 instituições de ensino superior, privadas e particulares, e nestas instituições existem diferentes tipos de organização. Muitas são movimentos latentes que visam alavancar trabalhos voluntários de cunho social.

O maior objetivo destas organizações é a formação extra-acadêmica de seus participantes, com o enfoque nas atividades sociais. Estes movimentos dividem-se em inúmeras categorias e têm como alvo diferentes linhas de trabalho. Das atividades realizadas, as de maior destaque são as ações de arrecadação, como doação de sangue.

Grandes partes dos movimentos sociais relevantes na região de Curitiba partiram destes coletivos que surgem dentro das instituições universitárias. Um exemplo deste movimento de dentro para fora das universidades é a ONG TETO, que, através de ações nas ruas de Curitiba, busca apoio para a sua atividade principal, que é a construção de moradias dignas para famílias que se encontram em zonas de risco.

De dentro para fora

Os universitários possuem diversas organizações internas que os representam perante os diretórios estudantis, tais como os centros acadêmicos, as atléticas e os coletivos. Elas buscam promover atividades extra-acadêmicas em diversas áreas, tais como esportes e ações sociais, com objetivo de formar não apenas profissionais competentes, mas também cidadãos socialmente conscientes.

Nas universidades também é visto um movimento de fomento às atividades deste gênero, com o apoio dos núcleos de extensão, que visam a maior integração dos acadêmicos com a comunidade em seu entorno, além de outras instituições com suas próprias particularidades. Em instituições católicas este movimento é representado pelas Pastorais Universitárias, com um amplo trabalho de caridade que envolve os alunos com ações de diversas frentes; outras organizações ainda possuem núcleos de assistência social, tendência que vem ganhando espaço em outras instituições de ensino.

Mais que trabalho, um estilo de vida

Para o professor de filosofia Gilmar José, da Pastoral Universitária na FAE, em Curitiba, o voluntariado é muito mais que um trabalho, é um movimento que determina um estilo de vida: “Os alunos que se envolvem nestas ações, que passam a conhecer a realidade dos menos favorecidos, constroem em seu caráter a empatia, este sentimento que levará para a vida é imprescindível em todas as relações que ele vivenciará. Fará a diferença na sua rotina e em sua vida profissional”, comenta.

Além de uma mentalidade voltada ao próximo, o trabalho voluntário produz um grande crescimento pessoal do agente, considerado uma via de mão dupla, onde todos ganham.

Como maior desafio o professor Gilmar cita a dificuldade do desenvolvimento dos grupos: “Hoje ainda são poucos que se interessam por estas atividades. Se com um contingente pequeno já fazemos tanta diferença na vida de tantas pessoas, imagina se construíssemos uma comunidade acadêmica socialmente engajada”.

O professor pontua o trabalho voluntário como uma forma eficaz de auxiliar o trabalho humano, tornando o estudante sensível aos problemas concretos. Visando formar cidadãos comprometidos com a transformação social, pelo fato de que o voluntariado exige disposição e gratuidade, despertando no indivíduo o interesse natural em fazer o bem.

Um grande exemplo é o Grupo de Voluntários Francisco de Assis, com de cerca de 200 voluntários, composto por acadêmicos e comunidade, com o lema: “Doar, Acolher e Servir”, que estão envolvidos em atividades de formação humana, teórica, espiritual, através de campanhas que visam beneficiar o próximo, envolvendo asilos, orfanatos e comunidades carentes, tornando os jovens agentes transformadores de sua comunidade.

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Para Andressa Kowa, assistente social e responsável pela Casa de Repouso Sta. Edwiges, são estes movimentos que permitem um dinamismo nas atividades da casa: “A carência dos nossos idosos é por muitas vezes suprida com a presença destes jovens, além de todo apoio material que parte destas organizações, mais importante é o auxílio psicológico que eles trazem aos nossos idosos, as horas destinadas para estas ações podem parecer poucas, mas tem um visível impacto positivo no comportamento deles [os idosos], são, sem dúvida, o melhor resultado desta interação.”

O engajamento de jovens universitários em atividades sociais atende tanto a interesses da comunidade em que eles atuam quanto auxilia em sua formação. E se vê que estas são organizações crescentes no ambiente acadêmico, trazendo alegria e esperança para todos os envolvidos. A alegria de ajudar o próximo, de fazer a diferença na comunidade e a esperança de ver crescer uma sociedade que se importa, jovens que se tornarão profissionais com ainda maior poder de atuação, fazendo a diferença e incentivando todos a fazerem o mesmo.

Movimento Organizado – Batalha das Atléticas

Em sua segunda edição, a Batalha das Atléticas, evento promovido pela agência Link da PUC-PR, envolve uma corrida solidária com mais de 20 representações acadêmicas universitárias da capital paranaense. Durante um mês alunos realizam atividades sociais como arrecadação de alimentos, roupas, brinquedos e produtos de higiene, além de incentivar doações de sangue e cadastro de doadores de medula óssea.

Todas as arrecadações materiais são destinadas a instituições que atendem desde crianças à idosos em situação de vulnerabilidade social.

 

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