DEMOLINDO O REAL: A SHARING ECONOMY NO DIA-A-DIA

Larissa Alves (*)

Caminha-se nas ruas e difícil é ver alguém que não porte um smartphone, o aparelhinho está ao alcance das mãos em um saque rápido e faz com que a vida no meio virtual seja constante. Esse meio virtual talvez se mostre como algo que sobrepõe a necessidade de instalações físicas para alguns modelos de negócio. Afinal, a geração Z está crescendo e trouxe consigo inúmeras inovações, entre elas um novo modelo econômico. A moda agora é a sharing economy, em português conhecida como a “economia colaborativa”. Trata-se, nada mais, nada menos do que um conceito de mercado baseado no compartilhamento de bens ou serviços.

Com a facilidade de acesso a ferramentas online, a criação de novas propostas de economia é uma maneira muito viável de inovação que move o capital em nível internacional. E essa tendência só vem crescendo em diversos ramos de atuação.

Aplicativos como o Uber e Airbnb – respectivamente de carona compartilhada e aluguel de quartos para turistas – vêm ganhando espaço significativo no mercado e prova disso, além claro de suas receitas bilionárias, é o tamanho do impacto que causam a ponto de legislações serem alteradas para comportarem essas novas práticas econômicas.

NOVAS FORMAS DE GUARDAR DINHEIRO

Hugo Oliveira*

Os bancos, através das operações financeiras, tiveram sua arrancada com as trocas comerciais do fim da Idade Média, que ofereciam perigos diversos – desde o translado de capitais até a troca de valores. Assim, as instituições financeiras instaladas em diversas localidades garantiam depósitos, saques, avaliações e, entre tantas outras coisas, ofereciam principalmente segurança.

Mesmo com a passagem do tempo, não foram significativas as alterações cruciais no modelo de negócio bancário ao longo dos séculos. Em contrapartida, agora se mostram novas tendências para modernizar o método clássico com que trabalham tais instituições financeiras, operando atualmente sem as instalações físicas. Com base na evolução tecnológica como um todo – mas de forma preponderante, com o desenvolvimento inexorável da internet – os bancos hoje apresentam novas configurações.

Exemplos disso são o internacional Nu Bank e o tupiniquim Banco Original, que disponibilizam opções menos burocráticas para o modelo tradicional apresentado pelas agências bancárias. Eles prometem agilidade, personalização, transparência, proteção e portabilidade nas operações. Apesar de apostar na rede mundial de computadores como grande trunfo, isso gera um dos maiores medos instituídos por tais métodos de negócios: o da segurança digital, algo que os bancos novos tentam afastar de qualquer maneira da cabeça de seus usuários. Outro receio é um que toma mais conta dos usuários nacionais, dado pela crise econômica que assola o país.

O ex-presidente do Banco Central e atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é o homem à frente do trabalho de criação do Banco Original e garante a estabilidade de seu novo projeto: “O momento de crescer é aquele em que a competição está em retração. Vamos avançar independentemente do ciclo econômico do país”¹.

Luísa Andrada, 27 anos, é uma microempresária que resolveu apostar no e-commerce para oferecer seus serviços e achou que o Nu Bank estaria completamente alinhado aos seus objetivos: “Ele matou boa parte da burocracia com a qual eu estava acostumada e é muito legal ver que a internet, que é meu ganha pão, também oferece a possibilidade de guardar o dinheirinho do pão”.

nu bank

Luiza acessa a interface do Nu Bank   

O público de jovens adultos parece mais receptivo ao novo método de negócio dado a partir da mistura entre o que se conhece até hoje como banco com a sharing economy, algo no qual os novos bancos que estão nas nuvens virtuais apostam para não fracassar.

¹ Declaração encontrada na Folha de São Paulo – 29/03/2016. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/03/1754983-meirelles-relanca-na-internet-banco-original-de-donos-da-jbs&gt;

 

COMO A TECNOLOGIA TEM TRANSFORMADO OS MEIOS DE TRANSPORTE

Amanda Cristine*

Quem não ouviu falar do Uber? Se não ouviu falar dele, deve se manter informado. Quando um passageiro não está recomendando o uso do aplicativo, os taxistas estão em constantes represálias ao novo e temido “concorrente”. Mas, um pouco de informação e competitividade na indústria dos transportes não faria mal a nenhum deles.

A Uber é uma empresa de tecnologia que promove a interação entre motoristas privados com passageiros que precisam se locomover – principalmente em grandes metrópoles – de forma segura e prática. O que isso quer dizer? A empresa não possui um carro sequer, ou contratou um motorista em seus seis anos de existência.

Para usar o Uber é muito simples: basta cadastrar seu cartão de crédito no aplicativo de celular e buscar motoristas nas imediações do local de partida. Após a corrida, a Uber buscou facilitar o processo pois, ao cadastrar seu cartão de crédito no aplicativo, o desconto se faz automaticamente. Ou seja, você não precisa contar moedas, ou passar o cartão toda hora que descer do carro. São questões como estas que facilitam o dia-a-dia dos passageiros, e proporcionam uma maior segurança para o mesmo e para o próprio motorista.

Se pararmos para pensar, essa é a proposta do termo “inovação” em um cenário global no qual a sociedade se encontra, onde o ideal é prestar um serviço de qualidade, lucrativo e que não gere despesas excessivas. Muitas dessas iniciativas inovadoras têm dado certo e impactado os meios em que se encontram, promovendo facilidade de consumo e vantagens para empresário e consumidor.

No infográfico abaixo mostra a UBERevolução, empresa que em apenas seis anos de atuação, é avaliada em 41 bilhões de dólares.

uber

A recomendação diante de tantos fatos é simples: o profissional de sucesso hoje, principalmente se desejar empreender em algum segmento, não pode permanecer estagnado. Tem que reconhecer que é necessário inovar e evoluir, caso contrário será suplantado pela concorrência.

(*) Estudantes de Comunicação Organizacional na UTFPR

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