CONHEÇA O MERCADO DE MODA SUSTENTÁVEL EM CURITIBA

Julia Folmann e Tiago Correia (*)

A consciência sustentável tem crescido e muitas pessoas têm, literalmente, vestido essa camisa. Pois, torna-se cada vez mais fácil adquirir produtos vindos da moda sustentável, customizar o guarda-roupa ou comprar em brechós.

A historiadora Jackeline Bonato Gomes afirma que as novas gerações vêm tendo cada vez mais consciência da importância de um consumo sustentável. Porém, faz a ressalva: “O mercado é um tanto restrito, você tem de conhecer pessoas desse segmento e aí vai encontrar muita coisa legal, mas não é algo tão comercial e divulgado”.  Ela, que é consumidora de moda sustentável, conhece algumas marcas em Curitiba e o processo de produção das peças, desde a matéria prima, design e confecção.

modasustestavelEntrevista com a historiadora  Jackeline Bonato Gomes na inauguração do Coletivo Design Sustentável.  

Em Curitiba é possível encontrar moda sustentável disponível para os mais variados consumidores. Seja caminhando pelo shopping Pátio Batel ou pela feira do Largo da Ordem, existem boas opções de produtos produzidos com o menor impacto ao meio ambiente possível.

No Shopping Pátio Batel, está acontecendo a 7ª edição do LABmoda, que reúne mais de 25 marcas autorais referências em sustentabilidade. O evento, que se estende até 24 de dezembro, liga moda, arte e design e tem como objetivo mostrar como a moda sustentável pode ser requintada, atendendo aos mais sofisticados consumidores. Também no shopping está a loja Déterminée, que comercializa moda com conceito sustentável.

 

modasustestavel1EcoOrgânica na feira do Largo do Ordem. Foto: Tiago Correia.

Já aos domingos, andando pela feira do Largo da Ordem, você encontra exposta a EcoOrganica, marca especializada em moda feminina e criativos acessórios de inverno. A grife tem entre seus valores a preservação do meio-ambiente e, para tanto, as roupas são produzidas a partir fibras naturais, como as de bambu ou algodão orgânico e tecidos fabricados a partir de garrafas pet.
A advogada Maria Zanotto, que adquiriu produtos da EcoOrgânica, disse que sua compra foi decidida pela “consciência ecológica da marca, que é reforçada por produtos bem produzidos e com desenho criativo, sejam os vestidos ou cachecóis”. Ela afirmou que todo seu consumo é orientado por princípios sustentáveis o que não poderia ser diferente na hora de comprar roupas.

A Econtexto Idéias Ecológicas é outra marca que expõe seus produtos na feira aos domingos. Produzindo camisetas e ecobags através de matéria prima reciclada, a empresa visa fazer o máximo, com arte, criatividade e espírito empreendedor, para cuidar do mundo em que vivemos.

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Econtexto na feira do Largo da Ordem. Foto: Julia Folmann

Se você está ficando interessado neste estilo de vida mais consciente até mesmo na hora de se vestir outra boa opção é conhecer a Casa 102. A loja expõe mais de uma dezena de marcas com conceito sustentável, entre roupas, sapatos, acessórios e até cosméticos – de tal forma que o consumidor pode montar um look completo.

Heber Pires, que administra a Casa 102, diz que o empreendimento nasceu da vontade de um grupo de amigos que já trabalhavam em vários segmentos se juntarem. Então, marcas começaram a expor, montaram-se os ateliês e a Casa 102 se tornou referência em moda independente e sustentável em Curitiba. Pires comenta ainda que “além de reduto de moda autoral, a casa funciona como coworking para profissionais de várias áreas”.

Foi lá que a equipe da AGComunique encontrou o Coletivo FAG de Design Sustentável, que reúne a marca de roupas Farrapo, a de acessórios Africanize e de sapatos Gasp. São todas marcas preocupadas com o meio-ambiente e com as pessoas, pois além de um cuidado especial com a matéria prima – que é sempre escolhida entre materiais ecológicos ou reciclados – há uma determinação de se pensar o conceito de cada peça e a produção, que é exclusiva e artesanal.

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Casa 102. Foto: Julia Folmann

A designer Carla Torres, responsável pela marca de acessórios Africanize, ao comentar o consumo ecologicamente responsáveis diz que “o mercado tem aberto os olhos para os produtos sustentáveis, é uma forma de ir na contramão da economia capitalista e pensar formas alternativas de produção em uma economia criativa”. A designer, que não só desenha as peças, mas também produz os assessórios, afirma que esse processo cria uma relação muito próxima com os materiais, faz com que ela pense os recursos, sejam naturais ou de reaproveitamento de matéria prima.

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Carla Torres exibindo peças da Africanize. Foto: Julia Folmann

A marca de sapatos Gasp é liderada pela designer Bruna Andrade, que ao falar sobre seus produtos realçou não só a importância ecológica deste estilo de moda, mas também a importância social. “Passa-se a consumir um produto, totalmente feito aqui, sem uma mão de obra explorada”, disse ela, que tem sua oficina montada na Casa 102 e trabalha com outros designers.

modasustestavel6A designer Bruna Andrade, em sua oficina na Casa 102. Foto: Julia Folmann

 

CRIATIVIDADE E ESTILO SÃO PREOCUPAÇÕES COM O PLANETA

“Eu não tenho roupa!” Se você repete essa frase, mesmo com o armário cheio, que tal em vez de voltar da rua com novas sacolas de compras, fazer seu próprio estilo e ainda contribuir com o meio-ambiente? A customização pode ser uma alternativa para quem deseja renovar sem despender muito dinheiro.
Você só precisa de criatividade, em primeiro lugar, e materiais acessíveis como canetinhas coloridas para tecido, tinta acrílica, glitter, cola, strass, retalhos, pincel. Depois, é só se soltar que logo você terá um conjunto de peças exclusivas.

Gostou da ideia? Então antes de começar dando uma olhada no canal no youtube do estilista Caio Vodt. Ele, que alia sustentabilidade a estilo, oferece uma série de dicas, para transformamos o guarda roupa . Acesse os vídeos aqui.

 

BRECHÓS SÃO ALTERNATIVAS INTELIGENTES DE MODA SUSTÁVEL

Blusas, camisetas, calças, camisas, shorts, vestidos, calçados e até bolsas. Esses são alguns dos artigos que podem ser encontrados nas lojas de roupas usadas, mais conhecidas como brechós, e que são boas opções para quem quer gastar pouco – normalmente de R$2 a R$20 – e ter uma variedade de peças à sua escolha.
Mais do que garimpar verdadeiros achados, comprar em brechós pode ser uma atitude considerada sustentável e uma boa sacada para ter novas peças, já que o momento é de economia em meio à crise financeira do Brasil.

A atendente de telemarketing Rebeca Souza, que acabara de comprar no brechó Triumph, no centro de Curitiba, afirma ser adepta de compras em brechós. “Compro em brechós porque gosto da ideia de que uma peça que era velha pra uma pessoa passa a ser nova pra mim, e melhor, por um preço muito barato”, disse Rebeca.

Para que você saiba por onde começar, confira aqui cinco dicas de brechós em Curitiba.

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(*) Alunos de Comunicação Organizacional da UTFPR.

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