Escotismo: fazendo pessoas mais felizes

O movimento de escoteiros vem mudando a vida de várias pessoas e mostrando que a união faz a força

Por Adilson Junior

O escotismo nasceu na Inglaterra, em 1907 por Robert Baden-Powell, e é um movimento de jovens que conta com ajuda de pessoas mais experientes em prol da educação com a principal característica de tratar dos relacionamentos do dia-a-dia. Chegou no Brasil em 1910, por um grupo de marinheiros que estavam voltando de uma viagem pela Europa e traziam consigo vários uniformes do escotismo europeu, com o sucesso do movimento, eles resolveram criar um grupo de escoteiros denominados de Centro de Boys Scouts, segundo o site do Escoteiros Brasil, o órgão oficial do escotismo brasileiro.

O órgão oficial, por meio de seu website, explica que no escoteiro a divisão é feita por faixa etária para que as áreas de desenvolvimentos possam ser trabalhados de uma forma mais equilibrada para ajudar cada indivíduo. O órgão afirma que os grupos de escoteiros acreditam que por meio da preocupação com o próximo e com o meio ambiente, o movimento pode ajudar a formar jovens engajados em construir um mundo mais justo, mais amoroso e melhor.

Gustavo Nascimento Gomes (20), entrou no grupo de escoteiro em 2002, com apenas seis anos de idade, e hoje é instrutor no grupo Mundo Novo, antigo grupo SESC Curitiba. Gomes afirma que um dos objetivos que é fazer com que os jovens tenham um bom desenvolvimento pessoal, assim tornando-os em ótimos líderes. Ele fala sobre os benefícios dos pais colocarem os filhos no grupo de escoteiro desde cedo: “a criança acaba tornando-se uma pessoa mais organizada, independente, estudiosa e ajuda com as tarefas de casa, por causa do espírito de equipe e a responsabilidade que adquirem”.

Grupo de escotismo Novo Mundo (Foto: Arquivo pessoal Facebook)

O instrutor fala dos inúmeros benefícios que o movimento traz para as pessoas, mas acaba dando ênfase ao trabalho em equipe, pois desde que você entra no escoteiro, uma equipe/patrulha te “adota” e irá ajudar o indivíduo em todas as atividades, com isso você acaba aprendendo como ter uma visão menos individualista, aprendendo sobre a cultura das outras pessoas e como socorrer colegas. Ele ainda afirma que o escotismo faz as pessoas ficarem mais sentimentais, pois eles fazem trabalhos voluntários em hospitais e asilos, levando os jovens a verem que o amor vence certas barreiras.  

Ao ser perguntado sobre as possibilidades que o escotismo possibilita na vida pessoal, Gustavo disse que são muitas e comentou da história do instrutor Rafael, “Ele é autista e tem síndrome de asperger, pra mim fica claro que o escotismo o tornou um jovem mais sociável, pois o escotismo ajudou na imersão social dele e hoje é um dos integrantes mais queridos do nosso grupo”, finalizou Gustavo.

Temos sempre que ter em mente que o escotismo é inclusão, independente da raça, opção sexual, deficiência; você sempre será bem vindo. Quando o Gustavo entrou no escoteiro, ele tinha um amigo cadeirante, e afirma que com o amigo no grupo foi uma experiência muito boa, de grande aprendizado. Ele ainda indaga que algumas provas eram adaptadas para o cadeirante, mas isso deixava as provas cada vez mais divertidas.

Outra pessoa que não ter vergonha de afirmar que ser escoteiro é transformar vidas, é Luana Martins (17) que participa do grupo desde os 10 anos de idade. Luana conta que escotismo mudou a forma que ela pensava, porque ela julgava as pessoas pela aparência: “assim que entrei no para o grupo percebi que estava errada em fazer isso, e que muitas vezes as pessoas nos surpreendem de um jeito positivo. Fiz amizades que nem imaginava aqui” completa.

Luana Martins, escoteira (Foto: Arquivo pessoal)

O momento mais importante do escoteiro para ela, foi o dia da sua promessa, quando o jovem realmente decide que quer ser escoteiro e promete que irá cumprir os deveres escotistas, pois a jovem havia perdido a sua mãe uns 5 dias antes disso. Ela estava muito triste, não queria saber de nada, só queria ficar quieta, pois estava sem esperança. Ela pensou em desistir do escoteiro, mas a sua tia esteve ao meu lado e nao deixou que a vida da adolescente parasse. “Eu estava muito triste no no dia da promessa, mas chegando lá me senti diferente, acolhida.. Senti que minha mãe estava ali comigo.” finaliza Luana, que quer que no futuro seus filhos participem do escotismo.

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