Enquanto o sono não vem

Distúrbios do sono: entenda suas causas e tratamentos

Reportagem de Caroline Dallagrana, Danilo Siqueira, Giulia Boiko, Luísa Sampaio e Naara Martins (*)

Quantas vezes você já perdeu uma noite de sono estudando para uma prova que teria no dia seguinte ou realizando trabalhos para seu chefe? Ou então não conseguiu dormir por problemas pessoais e insônia? A rotina agitada dos tempos atuais raramente permite que uma pessoa durma tempo suficiente para sentir-se descansada. Tantas atividades fazem com que o sono fique em segundo plano e não seja uma prioridade como deveria.

Dormir com aparelhos eletrônicos ligados, como celular e computador, atrapalha a qualidade do sono. Recorrer à medicamentos para escapar da fadiga e dar conta das atividades diárias não é uma boa ideia, pois pode trazer diversos efeitos colaterais, além de causar dependência.

Para que uma noite seja considerada bem dormida, cinco etapas do sono são essenciais. Elas compõem um ciclo que dura em média 1h40, que recomeça após esse completado esse período de tempo, ocorrendo, assim, em média, seis vezes durante a noite. Na etapa inicial, o sono é leve e o indivíduo pode ser acordado facilmente, porém seus movimentos são desacelerados. Na segunda fase, o movimento dos olhos são cessados e as ondas cerebrais ficam mais lentas, o corpo esfria e os músculos entram em estágio de relaxamento. A terceira e quarta fase do sono são o momento do sono profundo, onde as ondas cerebrais trabalham da forma mais lenta possível e, se acordada, a pessoa sente-se fraca e desorientada. A quinta e última fase é chamada de REM, sigla em inglês que significa Rápido Movimento dos Olhos. É nela em que os sonhos acontecem, a respiração torna-se rápida, irregular e superficial, os olhos movem-se rapidamente, e os músculos se tornam imóveis. Nessa fase, o ritmo cardíaco aumenta, assim como a pressão arterial.

Infográfico - Ciclo do sono

Infográfico Ciclo do Sono (Fonte: AG Comunique)

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Desafios pós-ingresso no Ensino Superior

Reportagem de Amanda Fernandes, Nicollie Vargas Santos, Pilar Browne e Stephanie Mayer (*)

Desde o início da vida escolar, os alunos são induzidos a pensar que tudo se resume a notas, que só terão sucesso se forem boas. Quando chega a época do final do ensino médio e o vestibular se aproxima, essa pressão aumenta. Amplo conteúdo para estudar, poucas horas de sono, fórmulas para decorar, o estudante quase entra em colapso com tanta informação. Mas, diferente do que muitos estudantes acreditam, ao passar por toda a maratona de estresse que o vestibular provoca, a pressão psicológica perante os estudos não termina com o Enem.

Após passar três anos estudando para um curso sonhado durante o ensino médio, o alívio de ser aprovado em uma universidade pública carrega uma série de expectativas que, muitas vezes, podem acabar. Isso porque, no momento em que o jovem se depara com a realidade, pode descobrir que o curso escolhido não era exatamente aquilo que ele queria. Com base em dados fornecidos pela OMS, o Brasil é o país com o maior índice de ansiedade do mundo e o quinto em depressão. Tratando-se especificamente dos jovens, os estudos são a maior causa dessa ocorrência.  Continue reading

Moda sem gênero, a renovação do unissex

Genderless é a nova tendência do universo da moda e defende a livre-escolha sem delimitações do que é feminino e/ou masculino

Reportagem de Adilson Junior, Joyce Franco, Juliele Nadalini e Weverton César Cruz (*)

A moda sem gênero, conhecida atualmente como Genderless ou Agender, é um movimento que responde a uma demanda social, com intuito de quebrar paradigmas e em um primeiro momento trazer uma reflexão coletiva. O conceito sem gênero tende a ter um papel didático, no sentido de não reprimir o uso de cores e roupas. Esse movimento busca equalizar sistemas antigos, e trazer a pouca diferenciação de gêneros, que envolvem a infância: nos brinquedos, nas cores, nos objetos e principalmente no debate limitador entre o feminino e o masculino. Como resposta a questão de gênero em roupas, a moda Agender vem garantindo, para muitos, o conforto, bem-estar e a livre escolha do vestuário diário.

Este movimento encontra-se em um momento de conquista de representatividade, mas essa questão é discutida há muito tempo. Segundo Luan Valloto (26), professor de Design de Moda na Universidade Positivo (UP), formado em design pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e especialista em Ecodesign pela Design Ao Vivo, esse debate foi representado inicialmente pelos gregos. Estes, com um retângulo, fizeram o quiton, a roupa mais característica dos gregos, essa vestimenta era uma espécie de túnica branca, utilizada por homens e mulheres. Avançando na história, nota-se o papel de grandes estilistas como Coco Chanel (1920) e Yves Saint Laurent (1960), que mudaram totalmente o cenário da moda feminina de suas épocas.   Continue reading

A mobilização política on-line expressa nas ruas

Movimentos Sociais contemporâneos tomam as ruas explorando a internet para o engajamento em causas conjuntas

Reportagem de  Bianca Costanski, Bruna Figueiredo, Camila Mancio, Juliana Virgolino, Leticia Cordeiro e Thiago Viana (*)

No último dia 17 de maio, a divulgação da gravação do áudio de uma conversa entre o proprietário do frigorífico JBS, Joesley Batista, e o presidente Michel Temer, iniciou um novo ponto de tensão e agravou a instabilidade política e institucional que se instalou no país desde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Na conversa, entre Joesley e Michel Temer, gravada pelo empresário, dentro do Palácio Jaburu, o proprietário da JBS conversou com o presidente sobre diversos assuntos, entre os quais como vinha agindo para obstruir o avanço de investigações de parte da operação Lava-jato, e como vinha ‘comprando’ o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Ainda durante a conversa, Joesley teria recebido anuência de Temer em relação a estes assuntos. As interpretações mais críticas em relação à conversa destacaram a postura conivente do presidente em relação às atitudes descritas pelo empresário.

As notícias sobre conteúdo do áudio incentivaram, imediatamente, nas redes sociais, a organização de diversos atos contra o governo federal e em favor da renúncia do presidente. Diante de denúncias que geraram, inclusive, 13 pedidos de impeachment por crime de responsabilidade.  Esse tipo de mobilização on-line, com a convocação de pessoas para as ruas, tornou-se comum em grandes cidades por todo o mundo nos últimos anos. Em Curitiba, dois atos foram marcados pela internet para o dia seguinte da divulgação do áudio, 18 de maio de 2017.

Fora Temer Curitiba

Em Curitiba, manifestação na Praça da Mulher Nua pedia a saída de Michel Temer da presidência no dia 18 de maio de 2017 (Foto: Camila Mancio)

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Mobilização para além do simples uso da maconha

Movimento social enfrenta preconceitos e luta pela descriminalização do uso da maconha em Curitiba

Reportagem de Vitor Ilha (*)

A legalização da maconha no Brasil já é tema recorrente na sociedade e adentra os campos institucionais de debate. A pauta entrou em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) em meados de 2015, quando apenas três ministros, de onze no total, teriam votado. O ministro Teori Zavascki, morto em janeiro deste ano, que deveria dar sequência à votação, pediu uma interrupção do julgamento para melhor analisar o caso. Desde então, esse assunto nunca mais foi tratado pelo Supremo.

Com o julgamento sobre a descriminalização ainda em aberto, resta ao substituto de Teori, o ministro Alexandre de Moraes, utilizar o pedido de análise para apresentar seu voto ao plenário. Alexandre é conhecido por ter uma posição contrária a ideia de regulamentar o uso da maconha no Brasil, indicando que a legalização da droga ainda pode estar bem distante de se cumprir.

Cartazes formam a frente da caminhada pela legalização da maconha em Curitiba (Foto: Pedro Nunes)

Em contrapartida, existem aqueles que ainda buscam um posicionamento favorável do supremo a respeito do tema, como, por exemplo, o Partido Popular Socialista (PPS) que, na última sexta-feira (19), entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo, com o objetivo de assegurar o uso da Cannabis Sativa para fins medicinais juntamente com a importação de medicamentos a base de Canabidiol (THC). Alguns movimentos sociais em cidades brasileiras também estão na luta para legalizar o uso da maconha no país, como é o caso da Marcha da Maconha Curitiba que, de acordo com sua página oficial online, tem como missão: informar, educar e publicizar o tema “maconha” como um todo, almejando tornar legal o consumo e o plantio da cannabis Continue reading

Não é só uma sacola

O uso doméstico e organizacional de sacolas plásticas é um mau hábito dos brasileiros que gera grandes riscos ambientais

Reportagem de Caroline Dallagrana, Danilo Siqueira, Giulia Boiko, Luísa Sampaio e Naara Martins (*)

As organizações vêm se adaptando às necessidades dos consumidores e do planeta. O aumento de campanhas de conscientização com relação ao aquecimento global e questões ecológicas trouxe uma nova necessidade ao mercado. No entanto, ainda há muitas medidas que podem ser adotadas para minimizar os problemas e uma delas é a diminuição do uso de sacolas plásticas.  As sacolas plásticas são produzidas a partir de uma resina derivada do petróleo, recurso natural não renovável, chamada polietileno. Além das consequências geradas durante sua produção, muitas são descartadas de maneira inadequada, o que gera mais poluição e contribui para o entupimento de bueiros e aumenta significativamente o risco de enchentes.

No Brasil, a utilização de sacolas plásticas tornou-se um hábito devido sua comodidade, pois além de ser a maneira mais popular de transportar mercadorias, elas são utilizadas posteriormente para depositar os resíduos domésticos. Sendo assim, a consciência em relação às consequências do uso de sacolas plásticas pode existir, mas as alterações de hábitos e comportamentos são dificultados devido a conveniência que elas oferecem. Ainda assim é possível estimular a substituição delas em outras situações, a fim de diminuir grande parte do impacto ambiental causado.

As discussões sobre o tema são abordadas frequentemente e sua relevância se tornou tão grande que já foi assunto da Campanha do Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o título “Saco é um saco”, visando a redução do uso das sacolas plásticas. Além disso, o Ministério divulga em seu site, desde 2009, dados impactantes a respeito do uso de sacolas plásticas: anualmente, são consumidas entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas no mundo, e 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora no Brasil. Informa também que para a produção de sacolas são consumidos petróleo ou gás natural (ambos recursos não renováveis), água e energia, são liberados efluentes (rejeitos líquidos) e são emitidos gases causadores do efeito estufa.  Continue reading

Criatividade para enfrentar a crise

Empreendedores apostam na economia criativa para ressignificar produtos e serviços e propõem novo conceito para o consumo

Reportagem de Bianca Costanski, Bruna Figueiredo, Camila Mancio, Juliana Virgolino,
Letícia Cordeiro e Thiago Viana (*)

Deibd Rodrigues, 37 anos, começou a sua carreira profissional no ramo de vendas, chegou a iniciar os estudos em administração, mas o talento na cozinha o levou para o mercado da gastronomia. Após reunir capacitação profissional na área e atuar em praticamente toda a cadeia produtiva tradicional no setor gastronômico, há pouco mais de seis meses o cozinheiro optou por empreender no ramo e propor um novo conceito de experiência gastronômica. “O Paladar Musical surgiu no um momento em que eu e meu sócio já não nos enxergávamos mais no mercado de trabalho da gastronomia tradicional, que hoje se configura em um sistema bastante viciado”, comenta o cozinheiro que a partir de uma postura de contestação do mercado tradicional, passou a integrar um coworking de projetos voltados ao desenvolvimento do setor gastronômico, o Coletivo Alimentar.

Economia Criativa

Com o Coletivo Alimentar, Deibd Rodrigues tem uma nova forma de renda

O mesmo aconteceu com a designer Bruna Andrade, uma das sócias e fundadoras do Projeto Oficina Gasp. Com apenas R$ 70 no bolso, a inquietação de quem acredita em um negócio e o capital intelectual de designers com muita vontade de empreender, surgiu a marca de calçados Gasp, que já está no mercado há quatro anos. “Eu e meus dois sócios já trabalhávamos com projetos de design desde o primeiro período da faculdade, até que o Renan, um deles, nos falou que o seu pai teve uma fábrica de sapatos nos anos de 1980 e que, por conta de mudanças na economia naquela época, acabou quebrando, mas que o pai sempre teve vontade de voltar a trabalhar com o ofício. Ele nos convidou, então, para ajudar a retomar esse sonho. Mais por curiosidade, acabamos aceitando o desafio”, comenta Bruna. Ainda segundo ela, foi preciso cerca de um ano para conceituar a marca, aprimorar técnicas, adquirir ferramentas, construir o atelier, até que o projeto passasse a funcionar plenamente. Hoje, na verdade, a Gasp é um escritório que presta serviços de consultoria em design para terceiros e possui um projeto de desenvolvimento e venda de sapatos e outros produtos em couro e algodão.

Deibd e Bruna são dois exemplos de brasileiros que encontraram no empreendedorismo uma forma de driblar e superar a crise econômica que se arrasta pelo país desde 2011 e que, hoje, resulta em uma massa de mais de 14 milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para eles, mais do que oferecer produtos os quais as pessoas já estão acostumadas a consumir, é preciso se diferenciar agregando valor, oportunizando experiências diferentes ao seu consumidor, gerando emprego e renda. Essas são as principais características que definem a economia criativa. Continue reading

Empresários juniores movimentam ecossistema em Curitiba

Por Alcilaine de Macedo e Cristiano Sousa (*)

Foco no resultado para vencer os desafios e empreendedorismo colaborativo guiam os passos do Movimento Empresa Júnior (MEJ). Esses e outros assuntos foram pauta do Curitiba Júnior, evento promovido pela Federação das Empresas Juniores do Estado do Paraná (Fejepar), no começo deste mês (08/04), na capital paranaense.

O Setor de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Jardim Botânico, sediou o encontro, que reuniu mais de 300 jovens universitários de todas as regiões do Estado, que atuam como empresários juniores. Juntos, eles formam uma rede, que compartilha dos mesmos ideais e objetivos, e são responsáveis pelo fortalecimento da estrutura do MEJ estadual, com impacto significativo em nível regional, nacional e global.

Empresários juniores em momento de construção de case compartilhado (Foto: Cristiano Sousa)

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VISIBILIDADE LGBT

Cristiano Sousa, Jéssica Maranho, Kamila Silva, Simone Adams e Tarcila Garcia (*)

No Facebook, já é possível escolher entre quase 60 diferentes opções de gênero, inclusive “bigênero” e “questionando”. Alguns games on-line permitem jogadores criarem relacionamentos entre avatares do mesmo sexo e outros abandonaram de vez as restrições de gênero nas vestimentas e cortes de cabelo dos personagens. O Oxford, tradicional e mais completo dicionário em inglês do mundo, adicionou  Sx. como substituto neutro para os pronomes de tratamento Sr. e Sra. E o rapper Young Thug desafia os estereótipos de gênero e movimenta os bastidores do hip-hop ao usar vestidos.

Importante transformação cultural dos últimos tempos, a sociedade passou a tolerar mais o vasto leque de identidades de gênero e sexualidade. Visibilidade LGBT é, atualmente, uma expressão linguística muito usada na desmistificação das diferenças, a ponto de pessoas que se consideram heterossexuais – mas que rejeitam a heteronormatividade – se unirem em apoio às causas de gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.

A História e a Antropologia mostram que as universidades desempenham papel fundamental nesse processo de transformação cultural e desmistificação das diferenças. Além de ser um instrumento na construção de valores e atitudes, a comunidade universitária possibilita o desenvolvimento do pensamento crítico, a partir da compreensão sobre as diferenças corporais e sexuais, que outrora se criava na sociedade, permitindo um olhar mais reflexivo sobre as identidades sexual e de gênero.

Neste ano, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Câmpus Curitiba, um grupo de estudantes de vários cursos formou o coletivo Plurais UTFPR, com o objetivo de apoiar a causa LGBT. De acordo com a universitária Allana Barzick, membro do Grupo, no próximo semestre, a ideia é promover cine debates, reuniões sobre temas específicos, ligados às causas e ao movimento, e intervenções na Universidade. “É um coletivo que conta com a participação de todos, pois os simpatizantes também são uma força essencial para qualquer luta”, comenta.

visibilidadePlurais – grupo de apoio à causa LGBT da UTFPR – Câmpus Curitiba

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A RUA SÃO FRANCISCO E SUA DIVERSIFICADA GASTRONOMIA

Daisy Carolina e Maíra Kaline (*)

Todo curitibano, ou até mesmo quem já passou por Curitiba, conhece ou ouviu falar da rua mais alternativa da cidade, a São Francisco, conhecida também  por sua diversidade gastronômica. Localizada no coração da capital, em pleno setor histórico, a Rua São Francisco é uma das mais tradicionais e antigas de Curitiba. Antes de se tornar a lendária São Francisco, era conhecida como a “Rua do Fogo”, onde muitas mulheres se aproveitavam das pensões ou “casas de cômodo” próximas com o intuito de ganhar a vida, no que era chamado então de “cafetinagem”.
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Primeira parte da Rua São Francisco com o Largo da Ordem ao fundo. Foto: Maíra Kaline

Com o passar dos anos, a rua foi esquecida pelos  projetos urbanos de Curitiba, causando uma debandada de comerciantes e moradores. Após pressão da população e de políticos, a via passou a se chamar Rua São Francisco, em homenagem ao das Chagas. A ideia da época era que a nova denominação traria um conceito de mais moral e de respeito ao local, anulando a sua má fama.

Mais recentemente, em 2012, a Rua São Francisco foi revitalizada, o projeto se resumiu à reforma das calçadas e da iluminação, além da pintura das fachadas dos edifícios comerciais. A proposta tinha como eixo principal valorizar o passado da cidade e preservar sua memória. Entretanto, a revitalização teve relação direta com projetos turísticos que enxergam a São Francisco como um polo de cultura, entretenimento e gastronomia.

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