IMPRESSÃO 3D, UMA TÉCNICA REVOLUCIONÁRIA?

Érica Jênifer, Ligia Henemann, Maryellen Camilo e Paulo Mance (*).

A impressora 3D foi inventada em 1984 por Chuck Hull, fundador da organização 3D Systems, e imprimiu como primeiro objeto uma lâmpada para solidificação de resinas. Apenas cinco anos após a criação da impressão 3D (1989) é que a ferramenta foi comercializada em um modelo doméstico, criado por S. Scott Crump – co fundador da Stratasys (líder mundial em impressão 3D). A inovação trazida pela impressão 3D possibilitou, no início, imprimir peças de plástico dentro de semanas. Com o passar do tempo e o aprimoramento, tanto da técnica quanto dos aparelhos, novos objetos puderam ser impressos.

Cerca de dez anos atrás, era muito complicado ter acesso a essa tecnologia das impressoras 3D e para comprar um exemplar, era necessário pagar aproximadamente 30 mil dólares. Situação esta que foi mudando com o passar dos anos: em 2009 por exemplo, este preço já havia reduzido consideravelmente, sendo possível encontrar uma impressora destas pela bagatela de cinco mil dólares.

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ELES QUEREM SER DONOS DO PRÓPRIO NARIZ (E TAMBÉM DO PRÓPRIO NEGÓCIO)

Samuel Ramos Gonzaga (*)

https://www.youtube.com/watch?v=9IzEgoq7oUo

Escute a música antes de ler a reportagem ou deixe o som rolando enquanto lê esse texto.

Muitos músicos sonham em ser funcionários de uma gravadora, que lhes fornecerá assessoria de imprensa, suporte comercial, jurídico, contábil, um estúdio bom para gravar, músicos de alta qualidade para acompanhá-los em shows e uma série de privilégios, que deixam o artista em situação confortável para se preocupar somente em produzir boas canções em busca do sucesso. O preço disso? A famosa pasteurização, ou seja, o empobrecimento das qualidades artísticas com o intuito de somente agradar a massa.

Isto vende, gera dinheiro, conforto e segurança na carreira. É o sonho de muitos cantores, que querem viver uma vida tranquila através do seu talento – o que é extremamente válido. Mas há artistas que não estão dispostos a se tornarem um mero funcionário que gera mais lucro ao dono da gravadora. Esses, chamados artistas independentes, buscam ser protagonistas da própria carreira, mesmo que isso custe muito mais trabalho, pois as preocupações não são só com a música, mas sim com tudo que é necessário para que ela chegue até os ouvidos do público.

Marechal versa sobre isso na música que é trilha sonora desta reportagem: “Um só caminho. Mais que música, é uma missão. Não rendo pra gravadora. Quer me por sobre pressão…”. Espirito Independente é um hino ao artista que vai à luta sem pasteurizar sua mensagem e sua essência. Ele busca vender muito? Busca. “Meu som é de vida e se divide em longevidade e visão. Mas sem neurose. Igual Calypso, se eu puder vendo um milhão”.  Afinal, essa é sua fonte de sobrevivência. Mas também busca manter-se fiel ao seu chamado e aquilo que acredita ser seu propósito de vida. “Em honra ao sangue do meu sangue, eu jamais dei meu sangue em vão”, sustenta a canção.

marechalFonte: https://www.google.com.br/search?q=marechal+espirito+independente&biw

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IDEIAS EM TEMPOS DE CRISE

Bruna Carvalho e Leonardo Wollinger (*)

O Brasil passa por momentos difíceis. Em tempos de recessão, crise econômica e conturbações políticas no país, muitas empresas têm encarado situações adversas e buscam a diminuição de gastos para garantir a sobrevivência. Dentre todos os cortes possíveis, os mais preocupantes são as demissões em massa que têm ocorrido em vários segmentos da economia, elevando as taxas de desemprego e obrigando as pessoas a apostar em novas maneiras de empreender para sobreviver. Juntando um sonho e a vontade de crescer, muitos ex-empregados têm “se tornado empresas”, o que nos últimos tempos tem aquecido o surgimento de startup’s e o investimento no meio digital na área de negócios.

Segundo o relatório de varejo online, disponibilizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a maioria dos que decidem investir no comércio online possuem alta escolaridade (75%), além de estar entre a faixa etária de 25 a 44 anos (84%). Ainda neste segmento, o crescimento de 2005 até 2015 trouxe boas expectativas para os empreendedores, que conquistaram a maior confiança dos consumidores, o que traz uma estimativa de aumento de 8% no faturamento para 2016.

Apesar do nome americano e da clara relação que a população faz do termo startup com a área de tecnologia, se engana quem acha que todas as empresas que surgem hoje estão ligadas com o meio digital. Startup’s podem ser definidas como “um grupo de pessoas que inicia uma empresa, trabalha com uma ideia diferente, escalável e em condições de extrema incerteza”, ou seja, quem empreende e decide ter o próprio negócio em tempos de crise.

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DEMOLINDO O REAL: A SHARING ECONOMY NO DIA-A-DIA

Larissa Alves (*)

Caminha-se nas ruas e difícil é ver alguém que não porte um smartphone, o aparelhinho está ao alcance das mãos em um saque rápido e faz com que a vida no meio virtual seja constante. Esse meio virtual talvez se mostre como algo que sobrepõe a necessidade de instalações físicas para alguns modelos de negócio. Afinal, a geração Z está crescendo e trouxe consigo inúmeras inovações, entre elas um novo modelo econômico. A moda agora é a sharing economy, em português conhecida como a “economia colaborativa”. Trata-se, nada mais, nada menos do que um conceito de mercado baseado no compartilhamento de bens ou serviços.

Com a facilidade de acesso a ferramentas online, a criação de novas propostas de economia é uma maneira muito viável de inovação que move o capital em nível internacional. E essa tendência só vem crescendo em diversos ramos de atuação.

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POR DENTRO DO INTERCÂMBIO NA UTFPR

 

Bruna Carvalho e Isabel Noernberg (*)

A vida acadêmica é cheia de possibilidades, e ao longo dela, estudantes do nível superior têm a chance de vivenciar diversas experiências, uma delas é o intercâmbio, que gera marcas profundas na vida dos universitários que deixam o país para se aprofundar nos estudos imersos em outra cultura.

De acordo com os dados presentes no Blog do Aluno da universidade, a UTFPR foi a instituição do estado do Paraná que mais enviou alunos para projetos fora do país, enquanto a Universidade Federal do Paraná e a Estadual de Maringá ficaram em segundo e terceiro lugar respectivamente.

gráfico intercambio

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NETFLIX DOS VESTIBULANDOS: MEC OFERECE PLATAFORMA GRATUITA DE VÍDEO-AULAS

Amanda Sousa, Larissa Alves e Mariele Figueiro (*)

mecflix

Estudar para o vestibular é o terror da maioria esmagadora dos alunos do terceiro ano do ensino médio. Despender horas na escola ou em cursinhos passou a ser a realidade de jovens como Giselle Anderson de Souza, 16, que está cursando esta etapa escolar no Colégio Estadual Cruzeiro do Sul, em Curitiba. Giselle prestará o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) esse ano para ingressar em uma universidade. “Sonho em fazer psicologia desde que tinha 10 anos, e o ENEM hoje é a melhor chance para o aluno de escola pública conseguir fazer faculdade”, diz a estudante.

Mas todos têm as mesmas condições? Alunos de escolas particulares possuem um sistema de ensino bem estruturado e completo, com professores mais motivados a darem aulas, por consequência, lecionando de maneira mais eficaz. Por diversos motivos, entre eles o baixo investimento em melhorias, a rede pública não mantém o mesmo ritmo e não oferece o mesmo padrão de ensino, assim, indiretamente, força seus alunos a procurem medidas complementares para aprimorar o que foi (ou não) passado na sala de aula.

Por haver essa discrepância entre as oportunidades para jovens adolescentes, o Ministério da Educação elaborou a plataforma MecFlix, que é um site com conteúdo audiovisual de ensino gratuito para qualquer pessoa que tiver interesse em se aprimorar para prestar vestibular ou o Exame Nacional do Ensino Médio. Os vídeos são disponibilizados por meio de um cadastro rápido para ter acesso ao que a plataforma oferece.

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