Desafios pós-ingresso no Ensino Superior

Reportagem de Amanda Fernandes, Nicollie Vargas Santos, Pilar Browne e Stephanie Mayer (*)

Desde o início da vida escolar, os alunos são induzidos a pensar que tudo se resume a notas, que só terão sucesso se forem boas. Quando chega a época do final do ensino médio e o vestibular se aproxima, essa pressão aumenta. Amplo conteúdo para estudar, poucas horas de sono, fórmulas para decorar, o estudante quase entra em colapso com tanta informação. Mas, diferente do que muitos estudantes acreditam, ao passar por toda a maratona de estresse que o vestibular provoca, a pressão psicológica perante os estudos não termina com o Enem.

Após passar três anos estudando para um curso sonhado durante o ensino médio, o alívio de ser aprovado em uma universidade pública carrega uma série de expectativas que, muitas vezes, podem acabar. Isso porque, no momento em que o jovem se depara com a realidade, pode descobrir que o curso escolhido não era exatamente aquilo que ele queria. Com base em dados fornecidos pela OMS, o Brasil é o país com o maior índice de ansiedade do mundo e o quinto em depressão. Tratando-se especificamente dos jovens, os estudos são a maior causa dessa ocorrência.  Continue reading

Moda sem gênero, a renovação do unissex

Genderless é a nova tendência do universo da moda e defende a livre-escolha sem delimitações do que é feminino e/ou masculino

Reportagem de Adilson Junior, Joyce Franco, Juliele Nadalini e Weverton César Cruz (*)

A moda sem gênero, conhecida atualmente como Genderless ou Agender, é um movimento que responde a uma demanda social, com intuito de quebrar paradigmas e em um primeiro momento trazer uma reflexão coletiva. O conceito sem gênero tende a ter um papel didático, no sentido de não reprimir o uso de cores e roupas. Esse movimento busca equalizar sistemas antigos, e trazer a pouca diferenciação de gêneros, que envolvem a infância: nos brinquedos, nas cores, nos objetos e principalmente no debate limitador entre o feminino e o masculino. Como resposta a questão de gênero em roupas, a moda Agender vem garantindo, para muitos, o conforto, bem-estar e a livre escolha do vestuário diário.

Este movimento encontra-se em um momento de conquista de representatividade, mas essa questão é discutida há muito tempo. Segundo Luan Valloto (26), professor de Design de Moda na Universidade Positivo (UP), formado em design pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e especialista em Ecodesign pela Design Ao Vivo, esse debate foi representado inicialmente pelos gregos. Estes, com um retângulo, fizeram o quiton, a roupa mais característica dos gregos, essa vestimenta era uma espécie de túnica branca, utilizada por homens e mulheres. Avançando na história, nota-se o papel de grandes estilistas como Coco Chanel (1920) e Yves Saint Laurent (1960), que mudaram totalmente o cenário da moda feminina de suas épocas.   Continue reading

VISIBILIDADE LGBT

Cristiano Sousa, Jéssica Maranho, Kamila Silva, Simone Adams e Tarcila Garcia (*)

No Facebook, já é possível escolher entre quase 60 diferentes opções de gênero, inclusive “bigênero” e “questionando”. Alguns games on-line permitem jogadores criarem relacionamentos entre avatares do mesmo sexo e outros abandonaram de vez as restrições de gênero nas vestimentas e cortes de cabelo dos personagens. O Oxford, tradicional e mais completo dicionário em inglês do mundo, adicionou  Sx. como substituto neutro para os pronomes de tratamento Sr. e Sra. E o rapper Young Thug desafia os estereótipos de gênero e movimenta os bastidores do hip-hop ao usar vestidos.

Importante transformação cultural dos últimos tempos, a sociedade passou a tolerar mais o vasto leque de identidades de gênero e sexualidade. Visibilidade LGBT é, atualmente, uma expressão linguística muito usada na desmistificação das diferenças, a ponto de pessoas que se consideram heterossexuais – mas que rejeitam a heteronormatividade – se unirem em apoio às causas de gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.

A História e a Antropologia mostram que as universidades desempenham papel fundamental nesse processo de transformação cultural e desmistificação das diferenças. Além de ser um instrumento na construção de valores e atitudes, a comunidade universitária possibilita o desenvolvimento do pensamento crítico, a partir da compreensão sobre as diferenças corporais e sexuais, que outrora se criava na sociedade, permitindo um olhar mais reflexivo sobre as identidades sexual e de gênero.

Neste ano, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Câmpus Curitiba, um grupo de estudantes de vários cursos formou o coletivo Plurais UTFPR, com o objetivo de apoiar a causa LGBT. De acordo com a universitária Allana Barzick, membro do Grupo, no próximo semestre, a ideia é promover cine debates, reuniões sobre temas específicos, ligados às causas e ao movimento, e intervenções na Universidade. “É um coletivo que conta com a participação de todos, pois os simpatizantes também são uma força essencial para qualquer luta”, comenta.

visibilidadePlurais – grupo de apoio à causa LGBT da UTFPR – Câmpus Curitiba

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YOUTUBER, A NOVA PROFISSÃO         

Érica Jênifer, Ligia Henemann e Paulo Mance (*)

youtuberFoto oficial de divulgação do vídeo “YouTube Rewind” com momentos marcantes de 2016 na plataforma. Fonte: YouTube

Certamente você já ouviu falar do website YouTube: Broadcast yourself, que é, sem dúvida, uma referência em seu ramo no mundo inteiro, destinado a postagem de vídeos online dos mais variados gêneros. Fundado em fevereiro de 2005, o site que hospeda vídeos em formato digital já é o mais acessado do Brasil com esta especialidade. A plataforma, que foi comprada pela gigante Google em meados de 2006, tem se tornado parte do cotidiano de pessoas no mundo inteiro.

Os youtubers, como são conhecidos os criadores de conteúdo do website, são a grande febre do momento, conquistando centenas de milhares de visualizações mensalmente, lançando livros e até mesmo filmes. Talvez você não conheça nenhum desses tais youtubers, mas com certeza já ouviu o nome de algumas destas celebridades que estão em alta na mídia.

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O AVANÇO NO RECONHECIMENTO LEGAL DOS DIREITOS LGBT

Cristiano Sousa, Jessica Maranho, Kamila Silva, Simone Adams e Tarcila Garcia (*)

A sexualidade humana é formada por uma múltipla combinação de fatores biológicos e sociais e, basicamente, é composta por três elementos: o sexo biológico, a orientação sexual e a identidade de gênero. Nesse contexto, a Diversidade Sexual é assimilada como infinitas formas de vivência e de expressão da sexualidade.

Durante muito tempo, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros – público reconhecido pela sigla LGBT – foram agredidos verbal e fisicamente, excluídos do convívio familiar, impedidos de manifestar afeto em público e até assassinados. Isso, simplesmente, por se sentirem atraídos afetiva ou sexualmente por pessoas do mesmo sexo ou gênero, ou por terem identidade de gênero que não condiz com o sexo biológico.

diversidadeA sigla LGBT também é utilizada como nome de um movimento, que luta pelos direitos dos homossexuais e, principalmente, contra a homofobia. Foto: Tarcila Garcia

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NOVAS FORMAS DE EXPERIÊNCIA EM VIAGENS

Bárbara Brayner, Igor Saiene e Luciano De Marchi Mello (*)

Escolher um destino, comprar passagens, reservar hotel, arrumar as malas e partir com a mente cheia de desejos e expectativas. Pra quem gosta de viajar, essas etapas sempre se repetem de uma forma natural, certo? Não! É o que afirmam muitos viajantes atualmente, principalmente os mais jovens. A forma de viajar mudou bastante nos últimos anos e a busca por novas e instigantes experiências é algo incorporado a esta prática.

A vontade de explorar novos lugares e conhecer pessoas estabelecendo uma conexão que transcende as viagens tradicionais é a principal característica dos membros da comunidade do Couchsurfing que, traduzido ao pé da letra, quer dizer: Surfe no Sofá. Criado em 2004 por quatro amigos, ela já contabiliza 12 milhões de membros presentes em 200 mil cidades ao redor do mundo.

O Couchsurfing possui páginas de perfis de pessoas, assim como o Facebook, porém nele os usuários oferecem suas casas para hospedar estranhos ou, segundo a filosofia dos membros, não são exatamente estranhos e sim amigos que você não conheceu ainda.  É possível solicitar um cantinho pra se hospedar em praticamente todos os países do mundo. Ou marcar um wine tour em Mendoza, na Argentina. Passear de bike na linda Amsterdam, tomar mojitos e ouvir salsa nas bodeguitas de Havana, tudo isto na companhia de um nativo. Para aqueles viajantes adeptos do Couchsurfing, viajar não se resume apenas a conhecer um destino novo e explorar suas rotas turísticas. Viajar é muito mais que isso!

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CLICK! O HÁBITO DE FOTOGRAFAR

Barbara Brayner, Igor Saiene e Luciano De Marchi Mello (*)

A fotografia tem se consolidado como um importante instrumento da humanidade na busca pela compreensão do processo histórico. Por meio de imagens registradas, podemos manter um vínculo direito com algum acontecimento posicionado em um instante específico e localizado em um espaço determinado. Se, por muito tempo, a fotografia permaneceu restrita a profissionais, devido aos altos custos dos equipamentos, os recentes avanços tecnológicos estão possibilitando que cada vez mais pessoas possam desenvolver o hábito de fotografar.

Uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Administração da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), em 2014 – que contou com 400 entrevistados, permitindo-se a escolha de mais de uma alternativa concomitantemente – constatou que para 84,2% dos participantes a fotografia é considerada uma forma de registro para a posterioridade, enquanto 60,4% consideram a atividade como uma forma de expressão artística.

Constatou-se também que 59% não ampliam mais as fotos. A possibilidade de publicitar os registros sem a necessidade de materializá-las no papel, por meio das redes sociais, pode ser uma das causas do fenômeno.  A mesma pesquisa revelou que, na hora de compartilhar, o rede social mais utilizada é o Facebook (95,3%), seguida pelo Whatsapp (51,5%) e pelo Instagram (30%).

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VAMOS DE BIKE HOJE?

Bicicleta Gigante do prédio central da Prefeitura de Curitiba (Centro Cívico) - Amanda Mendes

Bicicleta Gigante do prédio central da Prefeitura de Curitiba (Centro Cívico) – Amanda Mendes

Amanda Mendes e Ubiratan Martins (*)

Nathan Vidal tem uma rotina comum à maioria das pessoas: acorda cedo, estuda, trabalha e aproveita o tempo livre para se divertir. Estudante de Comunicação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele dependia do transporte público para se locomover pela cidade, porém, com o trânsito engarrafado nos horários de pico, ele demorava em torno de uma hora para chegar até o campus do Centro.

Segundo a URBS, empresa que gerencia o transporte coletivo de Curitiba, cerca de 1.620.000 de pessoas utilizam o transporte público todos os dias, demanda alta que reflete em problemas como a superlotação de tubos e atrasos constantes nas linhas mais procuradas.

Insatisfeito com o valor pago na tarifa, atualmente R$ 3,70, e com o tempo que perdia no trajeto, Nathan escolheu trocar o ônibus pela bicicleta. Desta forma, passou a chegar à faculdade em menos de 30 minutos, quando antes levava quase 1 hora. Além disso, diariamente consegue economizar cerca de R$ 15,00, valor que seria pago no deslocamento entre a sua casa, faculdade, trabalho e o retorno no final do dia. Continue reading

ELAS VÃO DOMINAR OS ESTÁDIOS

Georgia Pires e Mariany Baumgardt (*)

A presença da mulher nos espaços da sociedade tem sido cada vez mais expressiva. Ela se tornou mais importante a partir de meados do século XX, quando passou a se impor em áreas dominadas pelos homens, como os estádios. Mesmo hoje, com toda a discussão sobre igualdade de direitos, o campo de futebol é um local que abriga ainda um público majoritariamente masculino, devido a questões culturais e históricas no país.

As mulheres estão mais presentes não apenas nas arquibancadas, mas nos gramados, atuando na arbitragem, no jornalismo esportivo e como jogadoras. Em 1991, a FIFA realizou a primeira edição da Copa do Mundo voltada para a modalidade feminina, distribuindo os mesmos prêmios que são destinados à categoria masculina.

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O CONSUMO DE EXPERIÊNCIA

A MANEIRA COMO A SOCIEDADE MUDOU SUA FORMA DE CONSUMIR

Matheus Pronunciato – texto e fotos   (*)

Tente perceber a diferença entre estas três situações.

Primeira: você chega em um restaurante e vai até uma mesa. Ele não está lotado e você demora para ser atendido. A música ambiente está alta a ponto de você precisar falar em tom elevado para que sua companhia escute bem. O cheiro no ar é bom, mas de vez em quando o aroma que surge é de comida queimada. O garçom que chega na sua mesa para anotar o pedido não está de bom humor e parece criar uma pressão para que você faça seu pedido o mais rápido possível, pois ele precisa atender outras mesas. Ufa!

Segunda: você chega a uma lanchonete, é atendido, come, bebe e vai embora, sem mais surpresas.

Terceira: você chega em uma cafeteria. As pessoas que estão ali conversam calorosamente e a música ambiente é agradável e combina com o espaço. Inclusive, chama a atenção o fato de o espaço ser muito bonito! Os enfeites são coloridos e ganham destaque em meio à mobília amadeirada. Logo a atendente chega com um sorriso no rosto e, quando você se dá conta, ao invés de fazer o pedido, está conversando com a moça como se a conhecesse há dias. Quando a comida chega, é uma alegria a cada garfada.

Bom, a diferença é bem nítida, e há um ponto que apenas uma das três situações ofereceu: uma boa experiência. Não apenas positiva no sentido de o cliente estar satisfeito, mas sim uma experiência que envolve, que faz parte do motivo do cliente estar ali, de fazer a opção de consumo neste determinado estabelecimento.

A terceira situação descrita acima é muito parecida (se não um relato verídico) com uma visita ao Varanda Café, um pequeno bistrô localizado no bairro Bacacheri, em Curitiba, que leva a experiência do cliente muito a sério. Lá, a proposta é fazer as pessoas sentirem-se em casa e dar a elas oportunidades de se envolver com as propostas do local.

Varanda Café 032

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