Escolas Inclusivas

A importância da inclusão de crianças com transtornos e deficiências em escolas regulares

Por Caroline Dallagrana e Naara Martins

A inclusão de crianças com transtornos e deficiências físicas nas escolas regulares vem tomando força a cada dia.  Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que essa inclusão torne-se um ato natural, mas os resultados são apenas positivos, a educação de qualidade para todos resulta em um redimensionamento da escola, no que consiste não somente na aceitação, mas também na valorização das diferenças.

Para que possamos entender melhor sobre como esse processo vem acontecendo, a orientadora escolar do Colégio Adventista de Curitiba, Marsele Camargo (41), pós graduada em Serviço de Orientação Escolar, conta um pouco sobre a metodologia utilizada na instituição. As adaptações necessárias na escola e nos serviços oferecidos por ela, além da relação que esses alunos possuem com os demais são algumas questões que Marsele nos traz na entrevista abaixo.

Foto Entrevista - Carol e Naara

AG COMUNIQUE: Tendo em vista que trabalham com crianças com deficiência, como é trabalhar com eles?

MASELE CAMARGO: Cada dia é um dia diferente, uma novidade, diferentes situações vividas. Transtornos e distúrbios são mais simples. Com as crianças que possuem deficiência física, conseguimos perceber que com os estímulos, eles possuem mais facilidade de evolução do quadro. As crianças com deficiência auditiva já necessitam  de um tutor para o acompanhamento, então cada caso é um caso.

AG: Crianças com quais tipos de deficiência o colégio atende?

MASELE CAMARGO: Alunos cadeirantes, alunos com deficiência auditiva e alunos com transtornos e distúrbios.

AG: Quantos anos elas têm?

MASELE: A gente tem visto um crescimento em relação aos transtornos e distúrbios. Ano passado, no terceiro ano do ensino médio, não havia nenhum aluno com essas dificuldades. Neste ano, são três alunos desse mesmo período. No sexto ano, possuímos sete alunos com transtornos, como o autismo. Então, as idades variam, abrangendo desde o ensino fundamental até o ensino médio. Continue reading

A PRIMAVERA SECUNDARISTA E A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

Amanda Cardoso, Gabriel Abreu, Joyce Franco e Rodolfo Egito (*)

Encaminhada ao Congresso Nacional no dia 22 de setembro de 2016, a Medida Provisória (MP) 746, que propõe a reformulação do Ensino Médio, tem movimentado o campo da educação no País. Entre as grandes mudanças da proposta estão alterações na estrutura desta etapa da educação formal, com ampliação progressiva da carga horária até 1.400 horas, flexibilização das disciplinas e autonomia para as instituições de ensino.

A maior parte do projeto não é novidade, pois já vinha sendo discutido por especialistas e políticos durante o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. O professor Geraldo Balduíno Horn há algum tempo vem estudando, junto ao Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Ensino de Filosofia (Nesef), da Universidade Federal do Paraná, as ações e o tipo de negociações que acontecem no MEC envolvendo a questão do Ensino Médio. Em entrevista à Ag Comunique, ele fala sobre a medida provisória: “o problema não está só no conteúdo (da MP), mas na forma como ela se apresenta”.

Uma das grandes diferenças do tratamento da questão durante o governo Dilma para o governo Michel Temer é que a reforma não havia sido apresentada como Medida Provisória e estava longe de ser votada em Congresso. O professor Horn complementa que esse formato de apresentar políticas “pode ser considerado como um desdobramento do golpe e do modus operandi, em uma expressão mais marcada, do governo atual”. Para ele, também “é um governo ilegítimo, porque ele não representa as condições próprias”.

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ELES QUEREM SER DONOS DO PRÓPRIO NARIZ (E TAMBÉM DO PRÓPRIO NEGÓCIO)

Samuel Ramos Gonzaga (*)

https://www.youtube.com/watch?v=9IzEgoq7oUo

Escute a música antes de ler a reportagem ou deixe o som rolando enquanto lê esse texto.

Muitos músicos sonham em ser funcionários de uma gravadora, que lhes fornecerá assessoria de imprensa, suporte comercial, jurídico, contábil, um estúdio bom para gravar, músicos de alta qualidade para acompanhá-los em shows e uma série de privilégios, que deixam o artista em situação confortável para se preocupar somente em produzir boas canções em busca do sucesso. O preço disso? A famosa pasteurização, ou seja, o empobrecimento das qualidades artísticas com o intuito de somente agradar a massa.

Isto vende, gera dinheiro, conforto e segurança na carreira. É o sonho de muitos cantores, que querem viver uma vida tranquila através do seu talento – o que é extremamente válido. Mas há artistas que não estão dispostos a se tornarem um mero funcionário que gera mais lucro ao dono da gravadora. Esses, chamados artistas independentes, buscam ser protagonistas da própria carreira, mesmo que isso custe muito mais trabalho, pois as preocupações não são só com a música, mas sim com tudo que é necessário para que ela chegue até os ouvidos do público.

Marechal versa sobre isso na música que é trilha sonora desta reportagem: “Um só caminho. Mais que música, é uma missão. Não rendo pra gravadora. Quer me por sobre pressão…”. Espirito Independente é um hino ao artista que vai à luta sem pasteurizar sua mensagem e sua essência. Ele busca vender muito? Busca. “Meu som é de vida e se divide em longevidade e visão. Mas sem neurose. Igual Calypso, se eu puder vendo um milhão”.  Afinal, essa é sua fonte de sobrevivência. Mas também busca manter-se fiel ao seu chamado e aquilo que acredita ser seu propósito de vida. “Em honra ao sangue do meu sangue, eu jamais dei meu sangue em vão”, sustenta a canção.

marechalFonte: https://www.google.com.br/search?q=marechal+espirito+independente&biw

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POR DENTRO DO INTERCÂMBIO NA UTFPR

 

Bruna Carvalho e Isabel Noernberg (*)

A vida acadêmica é cheia de possibilidades, e ao longo dela, estudantes do nível superior têm a chance de vivenciar diversas experiências, uma delas é o intercâmbio, que gera marcas profundas na vida dos universitários que deixam o país para se aprofundar nos estudos imersos em outra cultura.

De acordo com os dados presentes no Blog do Aluno da universidade, a UTFPR foi a instituição do estado do Paraná que mais enviou alunos para projetos fora do país, enquanto a Universidade Federal do Paraná e a Estadual de Maringá ficaram em segundo e terceiro lugar respectivamente.

gráfico intercambio

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UTFPR E O FUTURO DO ENSINO TÉCNICO

Mariele Figueiro e Matheus Pronunciato (*)

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) tem mais de cem anos de história. Fundada em 1910, como Centro de Aprendizes Artífices do Paraná, teve uma longa jornada até ser reconhecida como Universidade, o que aconteceu no dia 15 de setembro de 2003, quando foi assinado o projeto de lei que transformava o antigo Centro de Educação Tecnológica em Universidade Tecnológica.

Desde então, muita coisa dentro da rede pública de ensino mudou, e uma delas foi o foco aos cursos de graduação que, com a mudança, passaram a ser prioridade da instituição. Dessa forma, os cursos técnicos integrados com o ensino médio – que durante muito tempo foram sinônimos de ensino de qualidade – foram perdendo o protagonismo que possuíam.

Após ser transformada em UTFPR, foram encerrados os concursos públicos que contratavam professores no regime de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) para o ensino médio. Com o fim dos concursos, se tornou escassa a disponibilidade desses professores nos departamentos. A professora Adriana Cabral, uma das docentes de Língua Portuguesa do ensino técnico que faz parte do Departamento de Linguagem e Comunicação (Dalic) conta que atualmente o departamento oferta apenas poucos professores aos cursos técnicos.

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NETFLIX DOS VESTIBULANDOS: MEC OFERECE PLATAFORMA GRATUITA DE VÍDEO-AULAS

Amanda Sousa, Larissa Alves e Mariele Figueiro (*)

mecflix

Estudar para o vestibular é o terror da maioria esmagadora dos alunos do terceiro ano do ensino médio. Despender horas na escola ou em cursinhos passou a ser a realidade de jovens como Giselle Anderson de Souza, 16, que está cursando esta etapa escolar no Colégio Estadual Cruzeiro do Sul, em Curitiba. Giselle prestará o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) esse ano para ingressar em uma universidade. “Sonho em fazer psicologia desde que tinha 10 anos, e o ENEM hoje é a melhor chance para o aluno de escola pública conseguir fazer faculdade”, diz a estudante.

Mas todos têm as mesmas condições? Alunos de escolas particulares possuem um sistema de ensino bem estruturado e completo, com professores mais motivados a darem aulas, por consequência, lecionando de maneira mais eficaz. Por diversos motivos, entre eles o baixo investimento em melhorias, a rede pública não mantém o mesmo ritmo e não oferece o mesmo padrão de ensino, assim, indiretamente, força seus alunos a procurem medidas complementares para aprimorar o que foi (ou não) passado na sala de aula.

Por haver essa discrepância entre as oportunidades para jovens adolescentes, o Ministério da Educação elaborou a plataforma MecFlix, que é um site com conteúdo audiovisual de ensino gratuito para qualquer pessoa que tiver interesse em se aprimorar para prestar vestibular ou o Exame Nacional do Ensino Médio. Os vídeos são disponibilizados por meio de um cadastro rápido para ter acesso ao que a plataforma oferece.

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